Com Caiado, Renan e Cury, primeiro debate presidencial é marcado por críticas às ausências de Lula e Flávio

  • 23/08/2026
(Foto: Reprodução)
Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), candidatos à Presidência da República nas eleições 2026, participam do primeiro debate promovido pela TV Band em parceria com o Estadão no estúdio da emissora na R. Carlos Cyrillo Jùnior, 92, em São Paulo. Púlpitos dos candidatos ausentes Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Romeu Zema (Novo) permanecem no palco Daniel Teixeira/Estadão O primeiro debate entre os candidatos à Presidência nas eleições de 2026, realizado neste domingo (23) pela Band, teve a participação de três dos seis candidatos convidados: Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) não participaram. Os púlpitos reservados aos três candidatos ficaram vazios. (Leia mais abaixo.) As ausências, principalmente as de Lula e Flávio, foram criticadas diversas vezes pelos candidatos durante o debate. Renan, Caiado e Cury debateram temas como segurança pública, situação fiscal, educação, violência contra a mulher, relações do Brasil com os Estados Unidos e o fim da escala 6x1. Antes de o debate começar, Renan mostrou fraldas com os nomes de Flávio e Lula, Cury chegou a anunciar que não participaria, e integrantes da Unidade Popular (UP) protestaram contra a ausência da candidata Samara Martins no evento. (Leia mais abaixo). ➡️O evento foi organizado pelo grupo Bandeirantes, Jovem Pan, Gazeta e Estadão Online. Regras O debate foi dividido em três blocos, com dois momentos de confronto direto entre os candidatos. Os tempos de resposta, réplica e tréplica são controlados eletronicamente. 1º bloco: os candidatos respondem primeiro a perguntas dos âncoras, com dois minutos para cada resposta. Depois, há confronto direto: cada candidato escolhe um adversário para questionar e tem um minuto para a pergunta e um minuto para a réplica. O candidato questionado tem quatro minutos para dividir entre resposta e tréplica e só pode ser escolhido uma vez. 2º bloco: jornalistas fazem perguntas e escolhem um candidato para responder e outro para comentar. O candidato questionado tem quatro minutos para dividir entre resposta e réplica; o outro tem um minuto para o comentário. 3º bloco: há um novo confronto direto, com as mesmas regras do primeiro bloco: um minuto para pergunta e réplica e quatro minutos para o adversário dividir entre resposta e tréplica. Ao final, cada candidato tem um minuto e meio para as considerações finais. 👉🏻Primeiro bloco Segurança pública No primeiro bloco, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury responderam a perguntas dos apresentadores sobre segurança pública, situação fiscal e educação. Na sequência, os candidatos participaram de confrontos diretos, em que também discutiram violência contra a mulher, programas sociais, educação e polarização política. Questionado sobre propostas para melhorar a segurança pública, Renan Santos iniciou a resposta entre os púlpitos vazios de Lula e Flávio e chamou os dois de “covardes”. Na segurança, Renan apresentou três propostas: declarar estado de defesa e utilizar operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em regiões tomadas pelo crime organizado, construir “superpresídios”, com entre 300 mil e 500 mil vagas, e uma maior integração entre o governo federal e os estados no combate às facções criminosas. O candidato afirmou ainda que, em seu governo, estados que não atuassem no enfrentamento ao crime organizado poderiam sofrer intervenção federal. “Essa será a guerra. Nós vamos enfrentar o crime organizado como nunca antes na história do nosso país”, disse. Equilíbrio fiscal Ronaldo Caiado foi questionado sobre o desequilíbrio fiscal, a dívida pública e os juros e começou a resposta mencionando as ausências de Lula e Flávio. Segundo ele, eram esperados no debate os “dois pré-candidatos que são também os mais rejeitados no país”. Ao falar sobre economia, Caiado disse que seria necessário dar um “choque de credibilidade” no país. Defendeu a contenção de despesas e afirmou que buscaria reduzir os juros e levar a inflação para a faixa de 3% a 4%. Educação Augusto Cury foi questionado sobre a qualidade da educação e sobre a possibilidade de oferecer bônus a escolas e professores que apresentem melhora na aprendizagem. Antes de responder, dirigiu-se a Lula: “Lula da Silva, você tinha que estar aqui para responder o caos que está a educação”. Segundo ele, a educação brasileira “enfrenta o caos” e precisa passar por uma revolução. Cury criticou o que chamou de uma educação “cartesiana” e “racionalista” e disse que os professores deveriam estimular os alunos a perguntar, pensar e participar. O candidato também afirmou que o Brasil tem “32 milhões de neurodivergentes” e defendeu mudanças no ambiente escolar para ampliar a inclusão desses estudantes. Também apontou a “intoxicação digital” como um dos problemas enfrentados pelos alunos. Polarização, Lula e Bolsa Família No primeiro confronto direto, Renan disse que queria dirigir sua pergunta a Lula. A apresentadora informou que isso não seria permitido pelas regras e que ele deveria escolher um dos candidatos presentes. Renan então fez a pergunta a Cury. Renan citou o "mensalão" e "petrolão", criticou o governo Lula e questionou Cury sobre os motivos que levariam parte do eleitorado a continuar votando no presidente. “Poderia me explicar a psique desse eleitor?". Cury respondeu que o Brasil está “dramaticamente doente, polarizado, radicalizado” e afirmou que é uma ideia “mentirosa” considerar que os brasileiros estejam divididos em dois grupos. Cury também defendeu mudanças no Bolsa Família. Disse considerar o programa importante, mas afirmou que ele precisa ser ajustado para estimular os beneficiários a aumentar a renda. Defendeu, por exemplo, que quem conseguir emprego com carteira assinada ou abrir uma microempresa não perca imediatamente o benefício. Na réplica, Renan voltou a atacar Lula, a quem chamou de “canalha”, e criticou o governo nas áreas de alimentação, segurança pública, empreendedorismo e política externa. Cury rebateu o tom de Renan. “Você tem um nível de agressividade que me assombra. Tuas ideias podem ter fundamento, mas a agressividade asfixia a capacidade das pessoas terem as suas próprias opiniões”, afirmou. Cury disse que Renan poderia criticar as ideias de Lula, mas não “criticar a pessoa". O escritor também defendeu financiar mais de 10 milhões de microempresas, dividir o BNDES em dois — um banco para grandes empresas e outro para pequenas e microempresas — e criar escolas e agências voltadas ao empreendedorismo em comunidades, favelas e escolas públicas. Violência contra a mulher No confronto seguinte, Cury direcionou sua pergunta a Caiado e afirmou que, caso fosse eleito presidente, criaria um Ministério da Segurança e convidaria o ex-governador de Goiás para integrá-lo. “Você vai ser o xerife do Brasil. Você vai estar no meu governo”, disse Cury. Em seguida, perguntou a Caiado sobre as violências sofridas pelas mulheres brasileiras. Caiado recusou o convite, dizendo que ele próprio estaria na Presidência da República, e afirmou que o avanço do feminicídio é uma “grande chaga no país”. “As mulheres vêm sendo agredidas, violentadas pelo seu companheiro ou aquele que é o seu marido. Isso nós precisamos combater duramente”, afirmou. Na réplica, Cury disse que “a cada cinco ou seis horas” uma mulher é morta pelo parceiro e citou o número de 1.571 mulheres no ano anterior. Também responsabilizou tanto Bolsonaro quanto Lula por não terem solucionado a desigualdade. Na tréplica, Caiado citou medidas adotadas por ele em Goiás. “Briga de homem com mulher não se mete a colher. Em Goiás mete algema, mete tornozeleira no covarde”, afirmou. Ele mencionou ainda o uso de botão do pânico, inteligência artificial e integração das forças de segurança. Caiado também defendeu mudanças na legislação para ampliar a punição aos agressores. Propôs penas de 20 a 40 anos, de acordo com o grau da violência, cumprimento de 90% da pena antes da concessão de benefícios e confisco dos bens do agressor em casos de feminicídio, com transferência do patrimônio para a família da vítima. Educação e ensino profissionalizante No último confronto direto do bloco, Caiado perguntou a Renan sobre educação. Criticou os resultados brasileiros no ensino fundamental, no ensino médio e no Enem e questionou quais seriam as propostas do candidato para tornar os jovens brasileiros mais competitivos. Renan afirmou que há uma “sabotagem ao ensino fundamental” no Brasil e defendeu a alfabetização pelo método fônico. Também disse que os professores perderam autoridade em sala de aula e criticou a distribuição dos recursos destinados à educação. Segundo ele, o país gasta pouco no ensino básico em comparação com países da OCDE e financia “universidades públicas caríssimas” que não estariam melhorando o desempenho brasileiro nos rankings. O candidato defendeu a criação de uma “Lei de Responsabilidade Gerencial”, que vincularia recursos aos resultados obtidos por estados e municípios em áreas como educação, saúde e segurança. Segundo Renan, prefeitos que não apresentassem resultados na educação poderiam se tornar inelegíveis. Caiado concordou com a necessidade de avançar na responsabilização na educação e citou sua gestão em Goiás. Segundo ele, o estado estabeleceu uma parceria com os municípios e integrou a grade curricular desde o primeiro ano do ensino fundamental até o ensino médio, incluindo a profissionalização. Renan encerrou o confronto defendendo uma maior integração entre educação e mercado de trabalho. Também criticou tanto o PT quanto o bolsonarismo na política externa e afirmou que o Brasil precisa formar mão de obra qualificada, ampliar o ensino técnico e ensinar empreendedorismo. Renan também relacionou estados com piores indicadores educacionais ao voto no PT e afirmou que existe “um projeto de destruição nacional sendo gestado há décadas”. 👉🏻Segundo bloco No segundo bloco, jornalistas fizeram perguntas aos candidatos sobre segurança pública, relações do Brasil com os Estados Unidos e o fim da escala de trabalho 6x1. Segurança pública Questionado sobre como atuaria no combate ao crime organizado sem retirar a autonomia dos governadores, Caiado afirmou que o Brasil vive hoje “em clima de guerra” e disse que grande parte do território nacional está sob domínio de facções. Caiado acusou o governo Lula de ser conivente com as facções criminosas e disse que, se eleito, investiria em inteligência artificial, treinamento e integração das forças de segurança. Também afirmou que pretende ampliar a autonomia dos governadores na área. Renan, responsável por comentar a resposta, criticou a proposta do governo Lula para a segurança pública e acusou o PT de querer concentrar o controle das polícias. Defendeu ainda intervenção federal em estados que, segundo ele, não adotarem políticas efetivas de combate ao crime organizado. “Rio de Janeiro, Ceará, Bahia, ou eles se enquadram no enfrentamento total ao crime organizado ou os seus governos vão se enquadrar ao governo federal, ao estado de defesa, à GLO”, afirmou. Na réplica, Caiado defendeu a construção de presídios federais e citou medidas adotadas em Goiás, como scanner corporal e monitoramento de presídios. Disse ainda que, se eleito, pretende confiscar bens de integrantes de facções e classificá-las como organizações terroristas. “Vou usar todas as forças, como a Aeronáutica, Marinha, o Exército Brasileiro”, afirmou. Relação com os Estados Unidos Questionado sobre como conduziria a relação do Brasil com os Estados Unidos durante o governo de Donald Trump, Cury defendeu a pacificação entre os dois países, mas afirmou que o Brasil não pode adotar uma postura de subserviência. “Eu sei como conversar de igual para igual, mas nunca vai ser uma relação subserviente”, disse. Cury afirmou ainda que, se eleito, reformularia as embaixadas brasileiras para promover o país não apenas como produtor agrícola, mas também como centro de biotecnologia e inovação. Disse que buscaria boas relações tanto com os Estados Unidos quanto com a China. Caiado, ao comentar, acusou Lula de provocar conflitos com Trump por razões eleitorais e disse que o Itamaraty se tornou “simplesmente porta-voz do PT”. Na réplica, Cury defendeu investimentos no processamento de terras raras, em energias renováveis e na produção agrícola. Afirmou que o Brasil produz cerca de 350 milhões de toneladas de grãos e propôs dobrar esse volume em dez anos. Fim da escala 6x1 Questionado sobre o fim da escala 6x1, Renan se posicionou contra a proposta e afirmou que a redução da jornada poderia aumentar os custos das empresas e provocar fechamento de postos de trabalho. “Não acredite nesses políticos que estão dizendo pra você que você vai trabalhar menos e ganhar mais”, afirmou. Renan defendeu uma reforma trabalhista para reduzir os custos de contratação e permitir o trabalho por hora. Também acusou o governo Lula de estimular a dependência de programas sociais. Cury discordou e afirmou que “30% dos trabalhadores do Brasil estão com síndrome de burnout”. Segundo ele, a escala 5x2 daria aos trabalhadores mais tempo com a família e qualidade de vida, mas a escala 6x1 ainda atende a determinados setores da economia. “O que nós temos que fazer [...] é ajustar para atender a necessidade dos trabalhadores e também a necessidade das empresas”, disse. Cury também criticou Lula por conceder uma entrevista a outra emissora durante o debate. “Isso é um desrespeito com a democracia”, afirmou. Na réplica, Renan voltou a dizer que o fim da escala 6x1 levaria empresas a fechar e empregos a desaparecer. “Eu topo perder voto, mas eu não topo enganar você que tá assistindo. Não vai funcionar isso que o governo está fazendo”, afirmou. Renan também criticou a entrevista de Lula à Record. 👉🏻Terceiro bloco No terceiro bloco, os candidatos voltaram ao confronto direto e discutiram corrupção, combate ao crime organizado, ensino técnico e a ausência de Lula e Flávio Bolsonaro no debate. Ao final, fizeram suas considerações finais. Corrupção e crime organizado No primeiro confronto, Renan questionou Cury sobre o escândalo do Banco Master e acusou Lula e Flávio de fazerem parte de um “jogo de cartas marcadas” para chegar ao segundo turno. Cury afirmou que “a corrupção no Brasil é uma vergonha” e defendeu que esse tipo de crime seja tratado como hediondo e julgado em até seis meses. Na réplica, Renan disse que, se eleito, iniciaria já no primeiro dia de governo um “banho de sangue contra os membros das facções”. Renan disse que integrantes de facções que se entregassem seriam presos e que aqueles que reagissem enfrentariam forças federais, guardas municipais e polícias estaduais. Cury respondeu que “pior do que o crime organizado é o Estado desorganizado” e defendeu reforçar a Polícia Federal e integrá-la às polícias Militar, Civil e Rodoviária. Também propôs transformar parte das guardas municipais em uma força de combate, acrescentando, segundo ele, cerca de 400 mil policiais ao enfrentamento à criminalidade. Ensino técnico No confronto seguinte, Cury perguntou a Caiado sobre a ampliação do ensino técnico. Segundo ele, o Brasil tem 7 milhões de jovens no ensino médio, mas apenas 20% fazem ensino técnico. Caiado citou medidas adotadas durante seu governo em Goiás e afirmou ter ampliado parcerias com o Sistema S para oferecer formação profissional aos estudantes. Segundo ele, o objetivo é permitir que o aluno termine o ensino médio com dois diplomas e possa começar a trabalhar. Na réplica, Cury defendeu mudanças no currículo do ensino fundamental, com aulas de empreendedorismo, gestão financeira e oratória, além de maior incentivo ao esporte. Também voltou a questionar Caiado sobre o percentual de alunos do estado matriculados no ensino técnico. Caiado respondeu que o percentual seria “muito relativo” e disse que, quando assumiu o governo, havia pouco mais de 250 jovens nessa modalidade. Também destacou investimentos de Goiás em inteligência artificial e afirmou que o estado criou “a primeira universidade de inteligência artificial do Brasil”. Ausências de Lula e Flávio No último confronto direto, Caiado questionou Renan sobre as ausências de Lula e Flávio e defendeu uma lei para tornar obrigatória a participação de candidatos em debates eleitorais, assim como é obrigatório o registro de um programa de governo. Renan concordou com a proposta e voltou a acusar Lula e Flávio de participarem de um “jogo de cartas marcadas”. Na réplica, Caiado também criticou os dois candidatos e questionou como poderiam explicar as acusações feitas contra eles se não comparecessem ao debate. Renan voltou a atacar Lula e Flávio na tréplica e criticou propostas apresentadas pelos dois. Também afirmou que nenhum deles chegará ao segundo turno e acusou ambos de quererem manter uma disputa polarizada. Considerações finais Nas considerações finais, Caiado destacou sua trajetória política e afirmou nunca ter tido sua honra atingida por escândalos de corrupção. Voltou a criticar Lula e Flávio por não terem participado do debate e pediu aos eleitores que considerassem outras candidaturas. Renan relembrou sua participação nas manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff e fez críticas ao PT e à família Bolsonaro. Defendeu que o Brasil se torne uma das cinco maiores potências mundiais e amplie investimentos em tecnologia, inteligência artificial, infraestrutura e industrialização. Cury falou sobre sua trajetória pessoal e profissional e afirmou que, se eleito, pretende formar uma equipe com governadores, economistas, empresários e gestores sem histórico de corrupção. Lula, Flávio e Zema não participaram Lula já havia indicado desde o fim da semana passada que não compareceria. Em julho, durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o presidente afirmou que não participaria dos debates eleitorais se fosse para “ouvir bobagem”. Flávio, por sua vez, tem condicionado sua participação nos debates à presença de Lula. Zema anunciou poucas horas antes do debate que não participaria. Em nota, afirmou que, “diante da ausência de Lula e de outros concorrentes”, o evento havia “perdido seu propósito inicial”. Pouco depois, em comunicado divulgado por um grupo de apoiadores, a equipe do ex-governador de Minas Gerais afirmou que “debate sem Lula não é debate, é teatro”. Fraldas com nomes, quase desistência de Cury e protesto da UP Renan Santos (Missão), segura fraldas com os nomes de Flávio e Lula ao chegar no debate da Band Hadass Leventhal/g1 Na chegada ao debate, Renan Santos falou com a imprensa segurando duas fraldas geriátricas, uma com o nome de Lula e outra com o de Flávio Bolsonaro, escritos em vermelho. O candidato usou as fraldas para ironizar a ausência dos adversários. “Ambos deveriam ter vindo com elas [fraldas]. Dois fracassados, dois medrosos. Vamos colocar aqui? Dois criminosos, que fazem negócios com crime organizado”, afirmou Renan. O candidato também associou Lula e Flávio a casos envolvendo o crime organizado no Rio de Janeiro, o Banco Master e o INSS. Ao chegar no debate, Caiado também criticou as ausências de Lula e Flávio. "Você não pode admitir um problema que tem de um lado o "Dark horse" e do outro "Dark lobby". Então isso é a pauta de governança? Não ter não ter coragem de vir ao debate?", questionou. Na porta da emissora, integrantes da Unidade Popular (UP) fizeram um protesto contra a ausência de Samara Martins, candidata da legenda à Presidência, entre os convidados para o debate. Também na chegada à emissora, Augusto Cury abriu uma transmissão ao vivo nas redes sociais e, cerca de 30 minutos antes do início do debate, anunciou que não participaria diante das ausências de Lula e Flávio. Cury entrou na emissora e, pouco depois, voltou atrás na decisão e participou do debate.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/08/23/primeiro-debate-presidencial.ghtml


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