Por trás de cada peça, uma cadeia inteira de trabalho

  • 22/05/2026
(Foto: Reprodução)
Costureiras e confecções de Juruaia formam uma cadeia produtiva completa que sustenta um dos maiores polos de moda íntima do Brasil Foto: Divulgação/ACIJU Quem visita Juruaia vê as vitrines, os estandes da Felinju e as coleções que chegam de duas em duas estações. O que nem sempre aparece à vista é tudo o que existe antes disso: a cadeia inteira de trabalho que sustenta cada peça, do fio ao acabamento, e que envolve muito mais gente do que as paredes de uma confecção conseguem contar. O polo de moda íntima de Juruaia não é feito só de confecções. São cerca de 150 micro e pequenas empresas que geram mais de quatro mil empregos diretos e representam 60% do PIB da cidade, mas em torno delas existe um ecossistema inteiro de fornecedores, prestadores de serviço e profissionais que raramente aparecem nos desfiles, mas sem os quais nenhuma peça chegaria ao mercado. Os bastidores de cada coleção Antes de uma calcinha ou sutiã chegar ao estande da Felinju, passaram por ela fornecedores de tecidos, rendas, elásticos e aviamentos, fabricantes de bojos, produtores de embalagens e, claro, as costureiras, que são o coração do processo. Nos últimos anos, os empresários de Juruaia investiram em máquinas modernas, deram ênfase à qualidade, ao estilo e ao trabalho criativo, transformações que consolidaram a cidade no terceiro polo fabricante de lingerie do país. Essa especialização criou uma demanda crescente por fornecedores locais. Empresas como a New Quality Embalagens, instalada em Juruaia há 15 anos, nasceram e cresceram junto com o polo, suprindo uma necessidade que antes obrigava as confecções a buscar insumos fora da cidade. Hoje, a empresa produz embalagens para lingerie, fitness, moda praia, cuecas, pijamas e sacolas para lojas de diversos segmentos, atendendo um mercado que foi crescendo na mesma proporção que as confecções locais. Para o responsável pela empresa, Haroldo Madeira, a embalagem vai muito além da proteção da peça. "A embalagem tem um papel muito importante no valor percebido do produto, principalmente no segmento de moda íntima, onde apresentação, cuidado e experiência fazem toda diferença. Muitas vezes, a embalagem é o primeiro contato da cliente com a marca, então ela transmite profissionalismo, qualidade e confiança antes mesmo da peça ser vista", explica. Segundo ele, o crescimento da empresa acompanhou o do polo: "O crescimento da empresa andou junto com o crescimento de todas as empresas aqui de Juruaia." A costureira no centro de tudo As costureiras guardam o maior diferencial do polo, com acabamento feito à mão e atenção a cada detalhe que transforma uma peça comum em produto de qualidade Foto: Divulgação/ACIJU. Por trás de cada peça existe uma mão que costurou, cortou e acabou. Em Juruaia, esse trabalho tem nome, endereço e história. Durante a pandemia, prova do êxito do polo foi que não houve demissões. O que ocorreu foi o crescimento na demanda por mão de obra terceirizada, com facções e pequenas oficinas de costura ganhando protagonismo como estrutura de suporte às fábricas maiores. As facções, pequenas unidades de costura geralmente operadas por mulheres em seus próprios galpões ou residências, são parte fundamental dessa engrenagem. Elas absorvem a produção das confecções em momentos de alta demanda, garantindo flexibilidade ao polo sem comprometer a qualidade das peças. E são elas também que guardam um dos maiores diferenciais de Juruaia: o acabamento feito à mão, com atenção a cada detalhe que separa uma peça comum de uma peça que o cliente percebe como diferente. Confecções como a Toke de Sedução definem seu trabalho como uma atenção constante na finalização de cada peça, com cortes e modelagens diferentes, um mix de tecidos e cores, além de sempre um novo detalhe em cada coleção, seja uma renda, um laço, um pingente ou um decote que compõe o DNA da marca. Esse cuidado não nasce do acaso, mas de décadas de tradição passada de costureira para costureira, de geração em geração. Quando a inovação entra na cadeia O polo também soube incorporar inovação sem perder identidade. O sistema conhecido como fast fashion, com o lançamento de várias minicoleções que antecipam novidades e geram um fluxo acelerado de vendas, foi adotado por confecções de Juruaia anos antes de virar tendência no varejo brasileiro. E a criatividade que nasce nesse ambiente produtivo segue surpreendendo: já saíram das fábricas da cidade desde lingeries com GPS até corpetes com detalhes em ouro maciço e zircônias cortadas à mão, criados especialmente para os desfiles da Felinju. Essa combinação entre tradição artesanal e inovação produtiva é o que faz de Juruaia um polo difícil de replicar. Não basta ter máquinas, não basta ter tecido. É preciso ter o conhecimento acumulado de quem faz lingerie há décadas e passou esse saber adiante, costura por costura, dentro de galpões que começaram pequenos e hoje abastecem o Brasil inteiro.

FONTE: https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/especial-publicitario/associacao-comercial-e-industrial-de-juruaia/juruaia/noticia/2026/05/22/por-tras-de-cada-peca-uma-cadeia-inteira-de-trabalho.ghtml


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