Veja quem são os 6 foragidos de integrar esquema de agiotagem que mantinha ciclo de extorsão no AM
15/04/2026
(Foto: Reprodução) Veja quem são os foragidos do esquema de agiotagem no AM
Divulgação/PC-AM
Seis suspeitos seguem foragidos no Amazonas por suspeita de integrar um esquema de agiotagem com cobrança de juros abusivos, ameaças e até tomada de bens das vítimas. Os nomes foram divulgados após a segunda fase da Operação Tormenta, deflagrada na terça-feira (14) pela Polícia Civil do Amazonas.
Segundo a polícia, o grupo oferecia empréstimos ilegais com juros que podiam aumentar as dívidas em mais de 50% ao mês. As vítimas eram, principalmente, servidoras públicas, especialmente mulheres que atuam em órgãos como o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM).
Na 2ª fase da operação, cinco pessoas foram presas. Entre os presos está o tenente da Aeronáutica Caique Assunção dos Santos, apontado como líder de um dos núcleos do esquema. De acordo com as investigações, ele mantinha ligação com outros grupos envolvidos, que juntos teriam movimentado mais de R$ 150 milhões.
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Segundo a polícia, os seguintes suspeitos ainda não foram localizados:
Igor Francys Costa do Cazal, conhecido como "Alemão";
Francisco Miguel Ferreira Neto;
Gilmar Silva de Souza;
Bruno Luan Oliveira Vasquez;
Gustavo da Silva Albuquerque;
Marco Aurélio de Morais Pinheiro Júnior.
Esquema mirava servidoras públicas
Segundo as investigações, iniciadas em janeiro deste ano, o grupo era formado por núcleos de agiotas que atuavam de forma integrada. Eles ofereciam empréstimos clandestinos com juros abusivos, que podiam aumentar as dívidas em mais de 50% ao mês.
"São diversos grupos de agiotas que, interligados entre eles, realizavam cobranças de juros excessivos e as extorsões, inclusive a realização de roubos", disse o delegado Cícero Túlio.
De acordo com a polícia, após conceder os empréstimos, os criminosos passavam a pressionar as vítimas com ameaças e cobranças constantes. Quando encontravam dificuldade para receber os valores, repassavam a dívida para outros grupos ligados ao esquema, fazendo a dívida crescer ainda mais e mantendo o ciclo de extorsão.
As investigações apontam ainda que as principais vítimas eram servidoras públicas, especialmente mulheres que atuam em órgãos como o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM).
Após conceder os empréstimos, os suspeitos passavam a extorquir as vítimas e, em muitos casos, se apropriavam de bens como veículos, joias, eletrônicos e até imóveis. Também tomavam, de acordo com a polícia, documentos pessoais e cartões bancários, chegando a controlar aplicativos para retirar dinheiro diretamente das contas das vítimas.
Áudios mostram cobranças e ameaças em esquema de agiotagem no Amazonas
Continuidade no esquema
Na primeira fase, a polícia identificou pelo menos cinco vítimas. Uma delas, servidora do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), relatou que fez um empréstimo inicial de R$ 5 mil, mas a dívida cresceu rapidamente e chegou a valores milionários. Ela afirmou ter perdido dois imóveis e um carro, além de sofrer ameaças de morte e até de sequestro do filho.
Ainda durante esta fase da operação, a polícia cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueios judiciais, além de apreender armas, dinheiro, documentos e cerca de 30 veículos de luxo.
Mesmo com parte do grupo presa, as investigações apontaram que o esquema continuou funcionando por meio de intermediários, que mantinham as cobranças, ameaças e movimentações financeiras.
"Durante a primeira fase da Operação Torment, a gente conseguiu retirar parte dessa organização criminosa de circulação e mesmo com sete pessoas presas, eles continuaram e ainda debocharam da atuação da polícia e do Poder Judiciário", explicou Cícero.
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Divulgação/PC-AM